A última sessão de cinema

18/01/2010

Última desta primeira fase, claro. A continuidade do CINEMA NA RUA está em apreciação na Secretaria de Estado da Cultura, e em breve vamos retomar nossas atividades.

Com tem acontecido em São Paulo, as chuvas castigaram mais uma vez. Teste perfeito para nossa tenda, que não apresentou nenhuma goteira ou vazamento. O áudio mostrou ser capaz de superar raios e trovões, e a imagem se manteve firme na tela de 6 m x 3,30 m.

A criançada do Conjunto Residencial Monet fez a festa nas sessões de abertura, enchendo a sala. A chuva apertou na sessão noturna do sábado, que contou com a presença de lideranças comunitárias e do deputado Vicente Cândido, que veio prestigiar o evento.

No domingo, apesar da ameaça de chuva, o maior problema foi  o início do Campeonato Paulista de Futebol. Mesmo assim a média de público foi bem razoável, com mais de 50 pessoas por sessão.

Gravamos novas entrevistas, ouvimos sugestões de filmes, e até solicitações para exibir em outros bairros. Agora é hora de avaliar esta etapa, analisar os desdobramentos e apostar na continuidade. Valeu, pessoal do Monet!

Última rodada no Monet

15/01/2010

A primeira fase do nosso CINEMA NA RUA entra no seu último final de semana. O encerramento será na praça do conjunto Residencial Monet, entre o Jardim Macedônia e o Mtsutani, lá no Campo Limpo, Zona Sul de São Paulo.

Estivemos lá no início de dezembro, com um bom público, na maioria crianças. Atendendo a vários pedidos, vamos levar desenhos animados para as primeiras sessões. Desenhos bem brasileiros, claro, que fazem parte de nossa proposta.

Olha só a programação! São três filmes no sábado e três no domingo.

As sessões serão às 16h, 18h e 20 h, faça chuva ou faça sol.

A segunda etapa do projeto está em apreciação na Secretaria de Estado da Cultura – SP, e deverá voltar ampliada, com novidades. Venha assistir e deixe sua opinião e sugestões para a próxima rodada. A entrada é gratuita!

No Campinho do Valquiria

11/01/2010

Campinho do Valquiria ou do Pantanal, não importa. É tudo Capão Redondo, Zona Sul de São Paulo. E foi aqui a primeira sessão do Cinema na Rua neste ano de 2010.

A criançada compareceu em peso, claro. Desde a véspera eles acompanharam a montagem da tenda com muita curiosidade. E o Grilo Feliz, do Walbercy Ribas, foi a abertura, com direito à segunda parte no domingo. O sol castigava, mas mesmo sob um calor equatorial a sessão das 16 horas lotou.

No sábado a chuva compareceu pontualmente. A última sessão (Olho de Boi, do Hermano Penna), começou debaixo dágua, combinando com o início do filme.

No domingo, a chuva esqueceu de cair no Capão. Calor nordestino. Encerramento em alto astral, com a Antonia, de Tata Amaral. Semana que vem tem mais, no Jardim Monet!

De volta ao Capão Redondo

08/01/2010

As últimas sessões de 2009 foram no centro do Capão Redondo, ao lado do Salão Paroquial da Igreja São José Operário.  As sessões foram tranqüilas, com seis novos títulos assistidos por uma boa média de público, apesar da chuva infalível desta época do ano.

2010 começa com a estréia de um novo local: O Campo do Pantanal, no Jardim Valquíria, onde fica a sede da ONG Capão Cidadão. Será nos dias 09 e 10/01, com sessões às 16, 18 e 20 h. A entrada é gratuita, e a primeira sessão é dedicada à criançada. Vamos lá!

Começou o returno!

07/12/2009

Voltamos ao ponto inicial de nosso circuito para a segunda rodada do CINEMA NA RUA. Um dos pontos do projeto, do qual não abrimos mão, é o retorno aos locais de exibição. Criar o hábito de ir ao cinema, de ver filmes brasileiros, só se faz com continuidade.

No último fim de semana voltamos ao M’Boi Mirim. Mesmo local onde fizemos aquele filminho da estréia. A concorrência era braba, no domingo: final do Brasileirão. Mesmo assim, um bom número de crianças compareceu. Desde sábado, já chegavam perguntando:

- Vão passar os mesmos filmes?

- Podemos entrar em todas as sessões?

- Vão passar Crepúsculo? E 2012?

Não, sim e não. Assistiram bons filmes brasileiros. Adoraram Pequenas Histórias, riram com Saneamento Básico, não entenderam Mutum, mas prestaram atenção. Na faixa mais adolescente, Antonia foi o preferido. O público adulto foi minoritário, mas ainda assim cantou “Volta Por Cima” junto com o filme Um Homem de Moral, e acompanhou com interesse As Filhas do Vento.

Ufa! Chegamos ao final do Brasileirão como o Grêmio, lutando de forma digna. Nos bares em torno, muitos assistiam à vitória do Flamengo. Não importa: marcamos um belo gol e saímos aplaudidos!

No Jardim Monet

30/11/2009

Jardim Monet. Ou melhor, Conjunto Habitacional Monet. Já ouviu falar? Fica lá pras bandas do Campo Limpo, entre o Jd. Macedônia e o Jd. Mitsutani.

Foi lá que o Cinema na Rua montou sua sala de projeção, no último fim de semana (28 e 29/11). Ótima média de público nos seis filmes exibidos. A criançada, como de praxe, foi maioria. É duro explicar pra eles que a última sessão, das 20 h, é para um público adulto. Relutam em deixar a tenda, imploram para dar “só uma espiadinha”…

É interessante ver como o público reage bem a filmes que, mesmo sem rostos conhecidos da televisão, tocam em temas próximos à realidade local. É o caso de Uma Onda no Ar (Helvécio Ratton, 2002), que fala de uma rádio comunitária na favela, ou Os 12 Trabalhos (Ricardo Elias, 2007), que narra o primeiro dia de trabalho de um motoboy em São Paulo.

Semana que vem começa a rodada de retorno. Desde o início sentimos a importância da continuidade, de criar o hábito. Pintar uma vez isolada e nunca mais dar as caras não contribui para a formação de público. Enfrentaremos nossos principais concorrentes de peito aberto: a novela de sábado e os jogos de domingo. Em nossa tela, no pasarán!

Cinema na Rua, o filme

24/11/2009

Fizemos este pequeno vídeo na estréia do Cinema na Rua, no Campo da Erundina (M’Boi Mirim), no dia 07/11/2009 . Dá uma boa idéia da montagem, da estrutura, da sala de projeção, da recepção do público. São 3’30″, vale a pena!

No Largo do Campo Limpo

23/11/2009

É cada vez mais difícil promover cultura nas ruas de São Paulo. A quantidade de papéis, licenças, taxas e atestados exigidos desanima qualquer um. Não há estímulo do Poder Público municipal, que prefere concentrar tudo na Virada Cultural, mega-evento que concentra em 24 horas ações que poderiam estar espalhadas o ano todo pela cidade (mas dão menos visibilidade midiática, claro).

O CINEMA NA RUA, realizado pela Via Cultural, com o patrocínio da Secretaria de Estado da  Cultura – SP, tem outra proposta. Levar lazer, cultura e informação à população mais afastada do centro, sem acesso a cinemas, seja pela distância, seja pelo custo. Investimos em formação de público, circulação de bens culturais e divulgação do cinema brasileiro contemporâneo.

Neste fim de semana (21 e 22/11) montamos nossa “sala de projeção” no Largo do Campo Limpo. Três filmes no sábado, três do domingo. No sábado, as fortes chuvas prejudicaram o acesso do público. No domingo, apesar do tempo ainda instável, o comparecimento foi bom, com aplausos para filmes como Uma Onda no Ar (Helvécio Ratton), Os 12 Trabalhos (Ricardo Elias) e Estômago (Marcos Jorge).

Semana que vem, continuamos na região do Campo Limpo,  no centro do Conjunto Habitacional Monet (tem nome de condomínio chique do Morumbi, mas é bem popular). Estão todos convidados!

Filme brasileiro tem público?

18/11/2009

Nós, do CINEMA NA RUA temos a resposta pronta e testada nas ruas: sim! É incrível como a atenção do público por uma boa história ainda dispensa os milhões em efeitos especiais, tiros, perseguições de automóveis e outros clichês do cinemão comercial.

Após 12 sessões, onde o menor público rolou numa noite de temporal (e mesmo assim encheu mais da metade da sala), temos certeza de que uma narrativa bem amarrada é tudo. Filmes feitos com poucos recursos, mas contando com o talento de atores e diretores empenhados em contar uma história envolvente, demonstraram sua eficácia.

De Passagem (Ricardo Elias), filmado na periferia de São Paulo, agradou de cara ao público do M’boi Mirim e Capão Redondo. Chega de Saudade (Lais Bodanzky) envolve pela música e pela temática: conquistou o público de mais idade.  Narradores de Javé (Eliane Caffé) diverte, mesmo que algumas frases e trocadilhos proferidos pelo ótimo José Dumont não sejam percebidos pelo público. O Ano em Que Meus Pais Saíram de Férias (Cao Hamburguer),  não é exatamente um filme infantil, mas polarizou a atenção de uma meninada inquieta, que acabara de assistir Tainá 2 (Mauro Lima) na primeira sessão.

Tainá 2, aliás, é um sucesso absoluto. Não é fácil achar filmes brasileiros de qualidade, voltados para o público infanto-juvenil. Durante a montagem da tenda, as crianças perguntavam com insistência o que ia ser exibido. Ao ouvir “Tainá”, as reações eram de surpresa e alegria. “Oba, já vi três vezes, quero ver de novo” ou “nunca vi no cinema!”.

Pequenas Histórias (Helvécio Ratton) propõe um ritmo mais lento de narrativa. Seus episódios misturam humor, suspense e observações sobre o cotidiano do mundo rural. Sem empolgar tanto quanto Tainá, mantém a atenção dos mais jovens.

É preciso estimular a produção e veiculação de produções destinadas ao público infanto-juvenil. Neste campo, o Brasil tem perdido terreno há décadas para a produção estrangeira, com exceções pontuais. E na faixa etária que mais cresce no país!

Nesta semana, no Campo Limpo, estrearemos novos títulos: O Milagre de Santa Luzia (Sérgio Roizenblit), documentário sobre a sanfona e os sanfoneiros, Os 12 Trabalhos (Ricardo Elias), a dura vida de um motoboy iniciante, Uma Onda no Ar (Helvécio Ratton), sobre as dificuldades de uma rádio comunitária na favela, e o premiado Estômago (Marcos Jorge), que enfoca um nordestino que vem para o Sul trabalhar como cozinheiro.

Pra completar, o documentário Fiel, sobre a torcida corintiana, terá a presença da diretora Andréa Pasquini e do diretor de fotografia Luiz Miyasaka, para um bate-papo com o público do Campo Limpo. É só conferir!

Cinema no Capão

15/11/2009

Cinema na Rua 055

Jardim Ângela, M’Boi Mirim, Capão Redondo… conhece as quebradas? Zona sul de Sampa. Terra dos Racionais, do hip-hop, de Ferréz, futebol, samba, pobreza, violência, cultura popular e resistência.

No último fim de semana, o Cinema na Rua ancorou sua tenda na Av. Visconde do Rio Grande, pertinho da igreja de São José Operário, bem no centro do Capão Redondo. Foram 6 sessões em dois dias, disputando com a novela de sábado e o futebol de domingo. E fazendo bonito! No sábado, um calor de rachar. No domingo, com a temperatura mais amena, sessões lotadas.

Cinema na Rua 058

Na próxima semana, Largo do Campo Limpo. Novos filmes, novo público!

Cinema na Rua 050


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